terça-feira, 25 de março de 2008

Crise do liberalismo

A crise de 1929 assinalou a ascensão em todo o ocidente de tendências que defendiam o intervencionismo do estado na economia. Todas as tendências que se consolidaram para enfrentar possuíam um certo grau de intervenção do Estado na economia. Vejamos:

a) Socialismo soviético - não surgiu para enfrentar a crise (a Revolução Russa foi de 1917), mas indicou a tendência para a economia planificada, isto é, planejada, dirigida, controlada pelo governo, que assumia a propriedade dos meios de produção.

b) Nazi-facismo - o modelo econômico alemão era de forte intervenção do Estado na economia, mas com a predominância da iniciativa privada. Diríamos que eles consolidaram o modelo do capitalismo autoritário (que na vertente alemã foi chamada de totalitária).

c) New Deal - o modelo de Roosevelt (que trouxe o economista inglês John Maynard Keynes para ajudá-lo) combinava iniciativa privada, estímulo da economia pelo Estado e manutenção dos instrumentos políticos liberais (eleições, partidos, liberdade de imprensa e expressão - embora os sucessivos governos americanos ao longo do século XX fossem bastante intolerantes e repressivos para com as organizações sociais e manifestações políticas operárias).

d) Welfare State - depois da II Guerra, o modelo econômico europeu consolidou as posições de manutenção da iniciativa privada, controle/fiscalização/estímulo da economia pelo Estado e democracia liberal (tudo isso financiado por uma forte carga de impostos).

Foi essa a crise das doutrinas liberais, que pregavam a liberdade de mercado e que predominavam desde o final do século XVIII.

Um comentário:

Mariana Ferraz disse...

Professor! O sr pode me dar uma pequena ajudinha?
É pq a gente tava trabalhando a obra de Sérgio Buarque de Holanda na faculdade, lembrei do senhor... Acontece q eu num consegui entender mt bem o lance do Homem Cordial, e a prof destacou bastante essa parte... O sr pode me explicar como eh isso?
Beijos!